Skank e Vale: ambientalistas questionam patrocínio de show em Caeté (MG)

SKANK, NÃO SUJE SUA CARREIRA NA LAMA DA VALE!

O que está por trás do patrocínio do show do Skank pela Vale em Caeté (MG), no dia 15 de fevereiro de 2020, para a comemoração do aniversário da cidade?

Além da decepção de boa parte dos fãs do grupo Skank, a aceitação de um patrocínio da Vale significa muito mais no cenário atual.

O desejo da mineradora Vale de minerar na Serra do Gandarela, última área ainda preservada e que guarda aquíferos fundamentais para toda a região metropolitana de Minas Gerais, faz com que ela se utilize de diversas estratégias para limpar uma imagem que está marcada pela lama e pelo sangue.

Nós não vamos nos esquecer das 272 mortes e da destruição!

Salve a Serra do Gandarela!

Cultura suja de lama, NÃO!

Entrevista da ambientalista Maria Teresa Corujo (Teca), do Movimento pelas Serras e Águas de Minas, MovSAM, ao Jornal Gazeta (Caeté – MG)

 

https://www.facebook.com/movimentopelasserraseaguasdeminas/videos/204005957452509/

Celebrando a lama?

 

Em memória às 272 vidas perdidas e ao crime socioambiental em Brumadinho (MG), manifestamos o nosso repúdio às estratégias de marketing da mineradora Vale na festa de aniversário da cidade de Caeté(MG) e em outros municípios mineiros.

No dia 15 de fevereiro de 2020, a Vale patrocina a participação do grupo Skank nas comemorações do aniversário de Caeté (MG), como informou o prefeito Luquinha nas redes sociais.

O show vem para “celebrar a lama” que ameaça a Serra do Gandarela, localizada em Caeté e outros municípios adjacentes, e onde a Vale pretende minerar? O que está por trás deste patrocínio? Prefeitura e mineradora unidas pela destruição da Serra do Gandarela e seus aquíferos?

Como uma banda, admirada por milhões de pessoas no Brasil e no mundo, aceita associar seu nome ao de uma empresa criminosa como a Vale?

Será que os artistas não percebem que não selecionar seus patrocinadores pela conduta ética os faz coniventes com a política de destruição ambiental, desrespeito com as comunidades e morte de pessoas, animais, paisagens e águas? Um grupo mineiro que não se posiciona contra as estratégias de marketing de uma empresa criminosa e aceita ser patrocinado pela Vale desaponta o seu público e fere a sua identidade.

O que a Vale quer não é valorizar a cultura ou democratizar o acesso a um show no momento em que o grupo anuncia sua última turnê. A Vale quer associar o seu nome a artistas e grupos de grande visibilidade para que os shows, exposições e espetáculos variados patrocinados ajudem a limpar a sua imagem suja de lama. Mas nós não iremos esquecer. A nossa cultura não pode estar suja de sangue pelas mãos de empresas criminosas como a Vale.

Skank, não termine a sua trajetória com pés sujos de lama e sangue da Vale. A espetacular trajetória do grupo, levando Minas para tantos locais distantes, não pode terminar assim. Não aceite patrocínio da Vale ou outras mineradoras que destroem nosso povo, nossas águas e paisagens.

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