SIM à SERRA DO GANDARELA e ao PARQUE NACIONAL. NÃO ao “PROJETO APOLO – Novo Conceito” da Vale S.A.

Abaixo-assinado

Serra do Gandarela vista do Ribeirao da Prata - Foto: Paulo Baptista

A Serra do Gandarela, em Minas Gerais/Brasil, na Cordilheira do Espinhaço e no coração do Quadrilátero Ferrífero-Aquífero, localizada muito próxima a Belo Horizonte, nos municípios de Caeté, Santa Bárbara, Raposos e Rio Acima, tem extrema relevância ambiental, reconhecida assim por diversos estudos.

Por isso, na região foi criado em 2014 o Parque Nacional, resultado de grande mobilização da sociedade civil que requereu em 2009 a sua criação. Infelizmente, parte da Serra do Gandarela não está protegida pela Unidade de Conservação federal devido à pressão da Vale S.A. e aliados da mineração, e ficou de fora dos limites a área com mais singularidades e de maior relevância hídrica, importante para as bacias dos rios das Velhas (São Francisco) e Piracicaba (Doce) e para a produção de água para Belo Horizonte e sua Região Metropolitana. 

5ª meta de assinaturas
15000

É precisamente nessa área que a Vale S.A. quer o mega empreendimento “Projeto Apolo – Novo Conceito”, uma mina com cava (7km), rebaixamento do lençol freático (200 metros de profundidade), ramal ferroviário (9km), pêra ferroviária, 2 pilhas gigantescas (total de 230 milhões de m3, altura de 250m e 294m e área de 53 e 215 hectares), TCLD (Transportadora de Correia de Longa Distância), usina de beneficiamento, diques, sumps, depósito de explosivos (paiol), estradas internas e externas e demais estruturas. 

São previstos impactos ambientais de grande magnitude: destruição da Serra do Gandarela, com sua singular paisagem e biodiversidade; destruição de extensas áreas de recarga (cangas ferruginosas) e do principal aquífero da região (é nele que está o minério de ferro); rebaixamento do lençol freático; comprometimento da quantidade e qualidade das águas nas bacias dos ribeirões da Prata e Preto e córregos São João e Maria Casimira; secamento de nascentes; perda de cachoeiras; supressão de dezenas de cavidades, sítios arqueológicos e grandes áreas de Mata Atlântica e Cerrado; risco à paleotoca (cavidade que foi habitada por animais pré-históricos extintos há mais de 10 mil anos) e 3 outras cavidades de máxima relevância, a trechos de Mata Atlântica primária, à fauna e flora endêmicas e/ou em risco de extinção e à adutora de água de Caeté. 

Os impactos sociais previstos nas comunidades e sedes urbanas do entorno são muitos e graves, entre eles: aumento do custo de vida e níveis de poeira, ruído e vibração; intenso tráfego de maquinário e carretas; violência; tráfico de drogas; prostituição adulta e infantil; gravidez precoce; restrições ao lazer nos atrativos naturais como cachoeiras e quedas d´água; dano ao potencial turístico regional. Como o empreendimento pretendido é no entorno imediato do Parque Nacional da Serra do Gandarela, em alguns pontos a menos de 100 metros, estão previstos impactos às águas, biodiversidade e beleza paisagística e prejuízo à visitação pública

Por isso eu assino este manifesto dizendo SIM À SERRA DO GANDARELA E AO PARQUE NACIONAL E NÃO AO PROJETO APOLO-Novo Conceito: porque sou a favor da natureza, biodiversidade, segurança hídrica, qualidade de vida e outras formas de geração de renda para a população de hoje e das futuras gerações.